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Safari no Ngorongoro - Tanzânia

Dados gerais

  • Capital: Dodoma, 210.000 habitantes
  • Principais cidades: Dar es Salaam (2.800.000 habitantes), é a maior cidade e tem sido a sua capital política; Moshi (160.000 habitantes), é porta de entrada de aventureiros que buscam a escalada do Kilimanjaro; Arusha (350.000 habitantes)
  • Idioma oficial: Suaíli e Inglês
  • Moeda: xelim tanzaniano (1 US dólar = 150.000 xelim tanzanianos)
  • IDH: 0,396 (149º lugar)
  • Mortalidade infantil: 72,6 / 1000 habitantes
  • Curiosidades: o nome do país vem da junção de Tanganica (antigo protetorado alemão) e Zanzibar (união em 1964). Em seu território se encontra o Monte Kilamanjaro (pico mais alto da África), o Lago Vitória (o maior lago da África), as reservas Naturais de Serengueti e a cratera de Ngorongoro, a Cidade de Pedra, em Zanzibar é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade
  • Religião: Islamismo 35%, religiões africanas 35% e cristianismo 30%.

Diário de Bordo - Parte I
Moshi – Kilimanjaro

Acordamos com o ruído de uma tênue garoa. Coisa comum no mês de outubro, quando iniciam a estação das short rains. Já comentei que se pode ser feliz em um três estrelas em Paris e agrego que no Kilimanjaro Backpackers Hotel também. O colchão e o enorme ventilador de teto nos proporcionaram um sono reparador.
Após o café, iniciamos as tratativas de como seria o nosso dia, pois pensávamos ir até a pequena vila de Marangu, de onde partem todos os que vão escalar a montanha mais famosa da África. Nosso guia, Joseph, recomendado pelo encarregado da portaria do hotel, Samuel, convenceu-nos que seria uma ótima ideia tentarmos escalar até o primeiro estágio do Kilimanjaro (Coca-cola Road – é o caminho mais fácil, menos íngreme e com poucos riscos; levaríamos duas horas para subir e uma para descer). Topamos logo e foi uma excelente experiência. Um tracking ecológico e cultural. Joseph tem formação em Turismo e nos explicava tudo sobre a cultura de seus ancestrais: os shagga. A paisagem não podia ser mais marcante. Caminhávamos na floresta que circunda o Kilimanjaro, uma microrregião onde, segundo ele, “não existe fome, abundam os alimentos e água. Nós cultivamos café, banana e algo de girassol, feijão e vegetais”. Pensei que o Benhur não fosse agüentar, mas a juventude falou mais alto. Ficamos algo doloridos, mas nada que um banho bem quente não resolvesse. O esqueleto sofreu um pouco, mas agüentou. Já contratamos um safári básico pelos parques de Tarangiri, Nrongoro e Mainara. Com certeza estaremos fora do ar durante estes dias.
Até o dia 21, em Arusha. Abraços. Tchau.


Diário de Bordo - Parte II

Safári na Cratera de Ngorongoro

É nosso último dia na Tanzânia e a saudade já se faz sentir. A jornada nesse país simples da África Oriental será inesquecível para nós. Nossa hospedagem num hotel de mochileiros; nossa aventura na encosta do Kilimanjaro; as noitadas de música e cantoria no Coffe Lounge; nossos dois pernoites no Wild Fig Camp and Lodge, no pequeno vilarejo de Mtowambu (Mosquito River), onde despertávamos com a voz grave e profunda do muezin chamando os fiéis para a oração e dormíamos ao som dos corais evangélicos, e, o encantamento com a natureza numa das áreas de preservação mais visitadas do Continente - a Cratera de Ngorongoro, considerada Patrimônio da Natureza pela Unesco, foi uma experiência marcante para nós. Na área de preservação de Ngorongoro, realizamos o que eles chamam de game-drive de um dia completo, entre leões, manadas de elefantes, búfalos, girafas, leões, hipopótamos, zebras, gazelas e Maasais que pastoreavam seus rebanhos. Apesar de viajarmos em um Toyota Land Crusier nova, foram dias muito cansativos, de muita poeira e de muita judiação para a coluna.

Quase sempre despertávamos às 5,30 horas e ao cair da tarde já estávamos untando-nos com repelente e protegendo-nos com o mosqueteiro (a malária espreitava).

Estamos completando 10 dias de viagem e amanhã retornamos à Nairobi, Kenya, via Arusha, onde ainda nos falta visitar o museu da escritora dinamarquesa Karen Blixen, "Out of Africa" (ela concorreu com Ernest Hemingway pelo Nobel de Literatura em 1952) e prometemos as crianças do orfanato da Favela de Kibera que em nosso regresso levaríamos mais presentes.