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Havana, Cuba

Dados gerais

Única nação comunista das Américas, está localizada na entrada do Golfo do México a apenas 170Km da costa dos Estados Unidos. O país vive uma séria crise econômica após a queda da União Soviética e agravada pelo embargo econômico dos norte-americanos. O país abre limitadamente a economia e incentiva o turismo na tentativa de contornar a crise do setor açucareiro.
  • É a maior ilha do arquipélago das Antilhas.
  • Taxa de analfabetismo: 3,6%
  • Mortalidade infantil: 7%
  • Clima sub-tropical, média de 22º
  • População: 12.000.000 de habitantes
  • Regime: PCC, partido único.
  • Moeda: Peso cubano, CUC (peso convertível) usado para os turistas e o peso comum usado pelo povo (esta é uma das grandes reivindicações dos cubanos de ter uma só moeda).
  • Câmbio: 1 dólar = 0,80 CUC.
  • Eletricidade: 110-120 volts; nos hotéis 220 volts.
  • É necessário visto para viajar a Cuba.
  • La Habana, capital: 2.500.000 habitantes.
  • Santiago de Cuba: 500.000 habitantes.
  • Trinidad: 25.000 habitantes, cidade museu, Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
  • Santa Clara: 250.000 habitantes.

Diario de Bordo

Um destino paradisíaco e musical

Sensual, alegre e luminosa. Localizada na linha do Trópico de Câncer, a maior ilha do Caribe, quase todos os dias do ano é favorecida por dias ensolarados. Apesar da umidade o clima é ameno, raramente ultrapassando os 29 C. Seu mar verde esmeralda contrasta com a areia branca de suas praias. O povo é hospitaleiro, comunicativo e extremamente musical. Situada estrategicamente na entrada do Golfo do México, a torna um encontro de rotas: conquistadores espanhóis e trafico de escravos. A junção com mercadores, piratas e mais tarde com a chegada dos chineses e judeus, fez do povo cubano um amalgama diferente. A imigração de alguns afro-descendentes, do Haiti e Jamaica para trabalharem nas plantações de cana teve importância definitiva na sua formação cultural: especialmente na música e dança. Seu interesse não reside somente no ambiente festivo e paradisíaco de suas praias, mas pela riqueza histórico-cultural que anos de isolamento e embargo econômico fez com que eles preservassem boa parte desse patrimônio. Sua música, a belíssima arquitetura colonial bem conservada (outras restauradas), no bairro “La Habana Vieja” e a oportunidade de respirar ares dos anos 50, me atraíram para visitar a Pérola do Caribe.

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Placido logradouro de “La Habana Vieja"
Placido logradouro de “La Habana Vieja"

Minhas ligações com a Cultura Cubana remontam à minha adolescência quando escutava os Mambos de Perez Prado e a orquestra Lecuana. Com o passar do tempo novamente a encontrei em meu caminho. Corria o ano de 92 quando acompanhei minha filha Pilar para estudar na Universidade de Miami, Coral Gables, um bairro eminentemente cubano. Sentia-me em casa, freqüentava restaurantes e bares, onde os cubanos, exteriorizavam a dor do exílio, ouvindo sua música, regada a coquetéis típicos da ilha, os Daiquiris y Mojitos (celebrizados por Ernest Heminguay),a base de rum, suco de limão, gelo picado e yerba buena, uma espécie de hortelã. Nas noites de Miami tive contato com as grandes figuras desse país tão musical e criativo; o contrabaixista Cachao, os cantores Célia Cruz, Gloria Stefan, Omara Portuondo, Ibraim Ferrer e Compay Segundo. Os três últimos membros do Buena Vista Social Club. Era chegada a hora de checar in locu toda essa cultura que mexe comigo. Passei momentos inesquecíveis. Cantei no Bodeguita Del Médio e Floridita, mundo freqüentado por Hemingway; no Café Pequim(no bairro chinês), onde filmaram cenas do filme Fresas y Chocolate e até arrisquei um tango no restaurante de um dos cabarés mais famosos do mundo – o Tropicana. Dancei muita salsa nas Casas de la Música, lugares públicos dirigidos pelo governo onde os cubanos se reúnem para curtir o que mais eles gostam: dançar.

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Cantando Guantanamera no Café Pequim
Cantando Guantanamera no Café Pequim

Sua forma de viver não estranha quem vive no interior. Eles sentam no pórtico das casas para conversar com os vizinhos, jogam xadrez na rua e se comunicam das sacadas dos edifícios. Os carros que circulam por Havana impressionam pelas cores e modelos: Buicks, Cadillacs rabo de peixe, Oldsmobile, Chevrolet dos anos 40 e 50 e os desbotados Ladas. Um verdadeiro museu a céu aberto.

É comum encontrar em cada esquina ou bar músicos das mais variadas idades fazendo seu som cubano, bailarinos dançando salsa com uma leveza de dar inveja e pessoas todas vestidas de branco (membros de seitas afro - aqui chamada de Santeria). É um mundo que faz lembrar a Bahia.

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Dançando Salsa na “Casa de la Música”
Dançando Salsa na “Casa de la Música”

O viajante que se interessa pela cultura, pelas tradições e pela história dos países que visita, não pode deixar de comentar sobre sua forma de governo. Apesar de ser adepto do livre arbítrio dos povos de escolher seu destino, sinto que o povo cubano esta como anestesiado e necessita de liberdade. Não posso deixar de citar a quase ausência de analfabetismo e um índice de mortalidade infantil mais baixo que muitos países de primeiro mundo, alcançados com o atual regime. Perto de completar 50 anos de ditadura, Fidel Castro, levado por seu idealismo, cuidou dos cubanos como se fossem seus filhos, castrando assim gerações de um povo criativo e alegre. Oxalá, que com o inexorável avanço do progresso, os cubanos mantenham seus belos casarões, suas românticas praças e esse ar interiorano e hospitaleiro que lhes é tão peculiar.

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Pátio interno do Palácio dos Capitanes Generales (Habana Vieja)
Pátio interno do Palácio dos Capitanes Generales (Habana Vieja)

Dicas

  • Evite viajar na temporada dos tornados (de junho a dezembro). O pior mês é outubro.
  • É preferível levar euros.
  • Levar notas de 1 dólar para propina.
  • Táxi: são caros, combine o preço antes.
  • Use os “Coco Táxis” ou os carrinhos de bicicleta chamados de caleches (como os triciclos usados no sudeste da Ásia).
  • O aluguel de bicicleta é uma boa opção.
  • A melhor forma de conhecer o bairro La Habana Vieja é a pé.
  • Contrate um cubano que tenha seu crachá como guia turístico. É barato e eles são honestos (custo de 2 dólares).
  • Se você gosta de aventura e não quer gastar, pare em Casas de Família.
  • Para comer barato pode usar os “paladares” (ambiente familiar).
  • Visite pelo menos as cidades de Trinidad, Santa Clara e Santiago de Cuba.
  • Se for a praia de Varadero, deixe pelo menos 1 dia para visitar Cayo Largo (reserve aqui no Brasil).
  • Charutos e rum: comprar nas fábricas (na rua podem ser falsificados).
  • Dispor de pelo menos 5 dias em Havana para conhecer um pouco da vida do habanero.

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Catedral de San Cristobal, fachada barroca
Catedral de San Cristobal, fachada barroca

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Arquitetura típica colonial de "La Habana Vieja"

O melhor de Havana

  • Desfrutar da vida boêmia de La Habana Vieja, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, recorrendo suas ruas estreitas, visitando suas galerias de arte instaladas em velhos e bonitos casarões.
  • Passear pelo bairro aristocrático de Vedado onde se encontra o Hotel Nacional (o mais fino exemplo da Art Deco dos anos 50).
  • Conhecer o bairro residencial de Miramar onde estão as grandes mansões da época de ouro, hoje transformadas em escritórios de companhias ou embaixadas.
  • Percorrer os 8Km do Malecón na orla marítima, lugar de encontro dos locais para pescar de dia e namorar à noite.
  • Ir dançar salsa e assistir ao show da “Casa de la Música”.
  • Assistir ao show do “Cabaré Tropicana”.
  • Conheça os ambientes freqüentados por Hemingway, La Bodeguita del Medio, Floridita e o Hotel Ambos Mundos (no quarto 511, hoje transformado em museu, onde ele escreveu “Por quem os sinos dobram”).
  • Aproveite a happy hour saboreando os deliciosos coquetéis típicos da ilha: daiquiris y mojitos no bar do terraço do Hotel Ambos Mundos com uma bonita vista sobre Old Habana.
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Interagindo com o simpático povo cubano

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Da esquerda para direita:
1) Cantoria - Som Cubano - num bar de Varadero
2) Jantando com o cantor João de Almeida Neto e Jane
3) Cocotaxi - lambreta usada para transporte de turistas

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Gastronomia

  • A tradicional comida cubana, também conhecida como “Cocina Criolla”, mistura influência espanhola, africana e indígena. A carne mais usada é o porco que se usa o ano inteiro. A comida cubana não é refinada mas tem muitos atrativos.
  • Congri ou moros e cristianos: arroz branco com feijão e milho.
  • Tamales al estilo cubano.
  • Pratos à base de milho.
  • Ropa vieja: carne desfiada ao molho crioulo (pimentão, alho, cebola, vinho seco) servida com arroz e feijão.
  • Bistec de lechón: porco marinado em suco de limão e grellado.
  • A sobremesa mais típica é de origem espanhola: flan de ovos.
  • Recomendo: Paladar “Hurón Azul”, no bairro Vedado.
  • Restaurantes do Hotel Nacional.